E passei muito sem vim aqui. Mas é que... preguiça, muita preguiça e também falta de inspiração.
Acho que mais isso do que preguiça. Então, eu estava me aventurando. Em setembro do ano passado me entreguei a uma louca paixão. Ora correspondida, ora não. Foi um desespero e também maravilhoso vivenciar tudo isso.
Em dezembro entrei no ápice do meu transtorno bipolar e mudei para o Rio de Janeiro, também me apaixonei, mas nada parecia como a minha paixão de setembro. Então, voltando a mudança de Estado, eu fui arriscar... trabalhei em algo muito diferente, frequentei lugares diferentes, fiz novos amigos.. e adivinhem? Retornei para casa, no meu Estado de origem.
E cá estou eu tentando. Recomeçando. E um dos motivos que me fez mudar de Estado continuou aqui intacto. Voltei e continuou o mesmo. Mas o que eu percebi com isso tudo é que o sentimento não mudou, mas as circunstâncias não eram mais as mesmas. Então, foi ao fim o que nem tentamos. Quer dizer, eu tentei. Até demais. Mas não somos mais os mesmos do inicio. Nos entregamos, mas também nos desgastamos. E chegamos ao fim. Mas aquela sensação de que não dá mais, também está acompanhando de muito sentimento. Podemos ter desistido um do outro, mas não desistimos do sentimento. Esse terá que morrer por conta própria e, talvez, demore um pouco mais.
Mas há que se dizer, por mim, que valeu a pena. Dói, mas valeu!
E queria dizer que entre minha ida e vinda... você foi o principal protagonista dessa história.
Estou aqui, mas não mais com você. E é triste. Mas... como eu disse pra você: Também sei enxergar o fim de uma história com dignidade.
Vamos seguir. Estou tentando!
Obs.: Desabafo da única paixão que não foi escrita aqui. E merecia, pois a mais sincera de todas. Pode-se considerar.
De uma “suposta” bipolaridade, diagnosticada por amigos, a LUA surgiu. Fases complexas, profundas, lindas e verdadeiras. Frases, versos, parágrafos. Percebendo a vida, rasgando sua alma nas palavras, inquietando, almejando... reagindo. Bem-vindos ao meu mundo. A LUA e suas fases...
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
E por aqui...
É essa a frase da minha vida hoje e espero que ela permaneça por muito tempo.
Negando a quem me nega. Fique, permaneça, continue, se gostar, se amar, se quer de verdade...
Que esteja longe mesmo o que nem ao menos o bem quer.
Que assim seja.
Obs.: Terapias caminhando. Me redescobrindo, aceitando meus defeitos e meu transtorno bipolar com generosidade e cuidando para que isso não se torne o centro da minha vida. A vida há de seguir assim... bem, leve e apesar de.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Tentando atravessar a ponte....
Quando criança, criada dentro da crença da religião protestante, meus pais diziam que o único capaz de dar e tirar a vida era Deus. Eu acreditei bastante nessa crença.
Talvez ninguém me entendesse o bastante para perceber que em mim tudo era intenso demais: a alegria, a tristeza, o amor.
Talvez ninguém entendesse que eu escrevia muitas vezes para alarmar uma dor de não saber me adequar ao mundo, as coisas, as situações, as pessoas... e sofria sozinha, calada, escrevendo..... porque tudo me consumia inteira.
Talvez seja difícil entender porque uma pessoa aparentemente feliz, "de sorriso fácil", com emprego bom, com uma família boa, com amigos/as especiais e ainda sendo linda fosse capaz de tentar tirar a própria vida.
Talvez porque nesse mundo as pessoas andem com pressa demais para enxergar alguém que sente uma necessidade de algo mais que não está na vida material e física.
A maioria das pessoas talvez não compreendam e nunca vão compreender porque o sentimento de desistir muitas vezes é maior do que a vontade de tentar, simplesmente porque a dor do outro muita vezes é banalizada, rejeitada e desprezada.
Talvez essas pessoas nem compreendam a si mesmas, apenas se veem superiores porque consegue superar uma dor existencial melhor do que outra pessoa. Talvez nem olhem para si, como podem olhar para o outro?
Eu quase entrei no desespero, eu desisti, me entreguei... confesso! E as pessoas estão muito mais preocupadas com a minha suposta covardia, meu egoísmo e minha falta de esperança do que mesmo com o ser humano que sou e com toda sensibilidade que eu carrego em que às vezes me salva e outras me sufoca.
Mas não foi dessa vez e, acho sinceramente, que não quero tentar outra. Decidi que vou procurar ajuda, fazer várias e várias sessões de terapia para tentar domar meus monstros.
E sei.... que vai ser difícil. Vai ser difícil descobrir essas respostas que os outros dizem tanto estar dentro de mim.
Por aqui eu desejo força, coragem e fé. Você aí ao invés de me julgar, tente desejar o mesmo.
Talvez ninguém me entendesse o bastante para perceber que em mim tudo era intenso demais: a alegria, a tristeza, o amor.
Talvez ninguém entendesse que eu escrevia muitas vezes para alarmar uma dor de não saber me adequar ao mundo, as coisas, as situações, as pessoas... e sofria sozinha, calada, escrevendo..... porque tudo me consumia inteira.
Talvez seja difícil entender porque uma pessoa aparentemente feliz, "de sorriso fácil", com emprego bom, com uma família boa, com amigos/as especiais e ainda sendo linda fosse capaz de tentar tirar a própria vida.
Talvez porque nesse mundo as pessoas andem com pressa demais para enxergar alguém que sente uma necessidade de algo mais que não está na vida material e física.
A maioria das pessoas talvez não compreendam e nunca vão compreender porque o sentimento de desistir muitas vezes é maior do que a vontade de tentar, simplesmente porque a dor do outro muita vezes é banalizada, rejeitada e desprezada.
Talvez essas pessoas nem compreendam a si mesmas, apenas se veem superiores porque consegue superar uma dor existencial melhor do que outra pessoa. Talvez nem olhem para si, como podem olhar para o outro?
Eu quase entrei no desespero, eu desisti, me entreguei... confesso! E as pessoas estão muito mais preocupadas com a minha suposta covardia, meu egoísmo e minha falta de esperança do que mesmo com o ser humano que sou e com toda sensibilidade que eu carrego em que às vezes me salva e outras me sufoca.
Mas não foi dessa vez e, acho sinceramente, que não quero tentar outra. Decidi que vou procurar ajuda, fazer várias e várias sessões de terapia para tentar domar meus monstros.
E sei.... que vai ser difícil. Vai ser difícil descobrir essas respostas que os outros dizem tanto estar dentro de mim.
Por aqui eu desejo força, coragem e fé. Você aí ao invés de me julgar, tente desejar o mesmo.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
TEMPO
Escrevi esse texto em abril desse ano para uma autora corrigir. Autora esta que admiro muito e sou fã... Ela devolveu... com as correções, parei de enviar os textos. Quando escrevi esse texto eu sentia uma solidão absurda, mas mal sabia eu que em maio essa solidão seria arrancada de mim. Porém, foi rápido como quase toda relação que costumo ter na vida. Apesar das grandes conturbações, a história que vivi me rendeu muitos momentos bons. Hoje compartilho o texto. Porque estou aqui de novo acompanhada comigo mesmo e a solidão minha colega de quarto. É que realmente tudo tem seu tempo certo. Tem sim.
O texto que me refiro é esse aqui:
O texto que me refiro é esse aqui:
Dia frio. Chuva caindo lá fora. Aqui dentro uma solidão. Ouço Roupa Nova.
Embolada embaixo do edredom. Pensando o quanto a vida é maravilhosa, mas o
quanto essa solidão é sufocante. Não que ela machuque, mas porque é
angustiante. Não que não tenha me acostumado com ela, mas é que hoje foi
impossível não pensar nela.
Roupa nova me desperta muitas reflexões, especialmente sobre o amor. E a
solidão bate mais forte, talvez me culpando por não ter escolhido outro
caminho. Mas eu tentei. Juro que tentei. Um dia eu disse que amava, porque eu
amava e muito. E recebi indiferença. Segui com minhas feridas, juntei meus
pedaços e segui desconstruindo o que sentia. Hoje na vida boemia, entre amigos
do peito, entre mesas de bar e entre paixões fictícias. Às vezes tudo isso me
deixa com tédio.
Acho que inventei um muro de superproteção. Me protejo e fujo das
histórias possíveis apenas por medo de me despir, me descobrir de novo amando.
Estar sozinha me parece ser uma escolha como tantas outras coisas que fiz na minha
vida. Uma escolha. Talvez por medo, por egoísmo, talvez. Também não quero me
dar o título de desistente. Mas é difícil demais. Ninguém agrada, nada alcança,
nada alcança. E é um deserto.
É fato que felicidade não estar no outro, mas na gente. Acho que
descobri que gosto mesmo é da paixão, gosto de me apaixonar. Aí lamento sozinha
a falta. Não que eu não me basto. Eu me basto. Mas gosto mesmo de me aventurar
no outro, me descobrir com o outro, de viver no outro. E sinto falta.
Ouço Roupa Nova e sinto vontade é de paixão. No fundo, no fundo o que eu
queria mesmo era ter meu mundo mexido, remexido, revirado por uma grande
paixão. E esse clima me deixa com tanta fome de paixão, deve ser porque vejo
muita poesia nele. Deve ser isso. Ou não. Vai saber.
Acho que como tudo a paixão deve ter o tempo dela. E na minha vida ela
deve estar no tempo de pausa. E essa pausa deve ter vindo pra me ensinar a
esperar, ter autoestima, a viver a liberdade e construir minha própria
felicidade. Para fazer minhas escolhas, aquelas que me tragam certa serenidade
que me servirá no futuro. Preciso parar de reclamar e esperar o tempo da
coisa... Aquela de SER.
Às vezes a solidão é sufocante.
Mas é que eu preciso entender... Cada coisa no seu tempo. Assim como a
chuva tem o seu.
Que o coração se acalme. Que o tempo continue me ensinando calma.
Amém!
terça-feira, 27 de maio de 2014
Gratidão
Grata pela vida, pela saúde e pelo cuidado de Deus para comigo. Grata pela força que sempre me levanta quando desanimada penso em desistir. Estou descobrindo uma nova forma de ver a vida e isso tem me deixado cada dia mais apaixonada e com muita sede de viver. Aprendendo a não criar expectativas... Parafraseando Pablo Neruda, esquecendo com generosidade aqueles que não podem ou não querem me amar.
São tantas coisas para agradecer... mas também agradeço a sensação de paz na alma. Nem sempre os acontecimentos da vida nos permitem que fiquemos relaxados e em paz, mas hoje estou em paz e agradeço, antes de tudo e todos, à Deus.
Então vamos que vamos que há uma vida inteira pela frente e outra a se fazer. É certo que coisas boas virão. Tenho fé!
terça-feira, 22 de abril de 2014
Das coisas que mudam...
As coisas mudam, se transformam. Inclusive, os sentimentos. Esses encontram outro caminho quando estão morrendo por onde caminhavam.
Por curiosidade, olhei quais as pessoas conhecidas estavam de aniversário hoje e, então, vi seu nome. Interessante, porque eu não lembrei como em outros tempos, eu nem sequer lembrava era de você. É estranho perceber que de uma paixão tão grande como aquela nada sobrou.
Um dia conjuguei você nos verbos do presente. Para ser, ficar, estar e permanecer. Mas hoje... hoje eu conjuguei você no passado, porque passou. E coloquei na frase negativa... você não permaneceu.
Naquele tempo você foi, hoje não é, mas um dia foi...
Naquele tempo você foi, hoje não é, mas um dia foi...
Foi minha grande paixão, meu desejo, meu pensamento.
Foi.
Um dia.
E hoje? Hoje você é apenas uma lembrança, uma lembrança que não dói, uma lembrança vaga. E não há saudade, não há raiva. Não sinto indiferença, eu sinto nada. Nada, simplesmente. O que me parece é ser uma coisa muito boa.
Eu não sinto sua falta, não sinto falta de nada do que a gente viveu e sei que você sente o mesmo. Na verdade, você sempre sentiu nada. Me doeu perceber. Me rasgou o coração. Eu chorei.
Mas hoje eu sinto nada. E isso apaga toda a fantasia que um dia eu criei sobre você. Me leva para um lado bom, um lado meu que tinha esquecido com você... Ocupei um papel que nunca admirei, o inverso do que eu sou. E depois de tanto tempo me descobri de novo.
Entendi o sentido da frase de que "a vida segue". De fato, ela segue, continua seguindo. E minha única dedicação hoje é arrumar minha casa de dentro, minha única paixão sou eu. Ando de mãos dadas comigo.
Entendi o sentido da frase de que "a vida segue". De fato, ela segue, continua seguindo. E minha única dedicação hoje é arrumar minha casa de dentro, minha única paixão sou eu. Ando de mãos dadas comigo.
E hoje, 22 de abril, é seu aniversário... e eu não lembrei. Eu nem sequer lembrava era de você.
"Porque esgotou o tempo e as coisas têm um tempo certo para durar."
terça-feira, 8 de abril de 2014
Retorno...
...
Passa o tempo e a gente tem crescer. É assim mesmo que funciona? Eu concordo. Entre inconstâncias da vida, perdi, me encontrei, me perdi de novo, mudei de caminho, mudei de companhias, me refiz.
Não sei o que foi feito daquela Elioene. Só sei que essa aqui, a assumida Elôh, é a outra parte da Elioene que se assumiu sem medos.
Talvez eu tenha perdido um pouco da teoria. Ando vivendo mais. Por isso esse espaço anda meio desatualizado. Mas... às vezes, sabe, me dá saudade de quem eu era. Não por tudo, mas pela fantasia e pela inocência das ações. Quase ninguém compreendeu e fui abandonada muitas vezes, mas muitos outros me encontraram. Sinto falta de racionalizar menos, de confiar mais, sinto falta inclusive das crises, elas me transformaram. Das crises ao salto mais alto.
É certo que mudei. Eu mudei. Criei esse espaço para curar minhas dores, desabafar minhas crises, minha bipolaridade e falar dos meus amores mal-resolvidos e muitos outros idealizados.
Hoje entro aqui leio tudo e me pergunto: Quanta intensidade, quanta fantasia. Onde está a Elioene?
Sou outra? Não, não.... mas é certo que dei as mãos para mim mesma. Hoje antes de me culpar, me entendo, me perdoo. Há mais leveza e é fato: há mais cumplicidade e, sobretudo, amor. Para mim e sobre aqueles que resolveram me acompanhar.
Sou outra? Não, não.... mas é certo que dei as mãos para mim mesma. Hoje antes de me culpar, me entendo, me perdoo. Há mais leveza e é fato: há mais cumplicidade e, sobretudo, amor. Para mim e sobre aqueles que resolveram me acompanhar.
Quero de novo confiar nas palavras. Porque escrevendo é que sinto minhas fases.
sábado, 8 de março de 2014
Saudade de futuro
Hoje acordei com saudades de coisas que ainda nem me aconteceram. Dia bom... vento bom, sol saindo... pilotar moto sem capacete dá uma sensação de liberdade absurda, apesar de risco... Lembrei sobre o futuro.... acho que hoje eu estou com saudade de futuro.... saudade de tanta coisa boa que nem me aconteceu, mas sinto que vai me acontecer bem daqui a pouquinho... Coisa de gente boba e ingênua, né? Talvez eu seja. Mas quer saber? Eu não tô nem aí.
E como eu li há algum tempo atrás em um blog que eu adoro.... "A imaginação é a memória que enlouqueceu."
E como eu li há algum tempo atrás em um blog que eu adoro.... "A imaginação é a memória que enlouqueceu."
Enlouqueçam aquele necessário para fazer a vida valer a pena!
E aproveitem o dia feliz que só começou.
[Fotografia tirada na Duna do Pôr-do-Sol em Jericoacoara.. lugar lindo, lindo de morrer... tem que ver!]
sexta-feira, 7 de março de 2014
Não me dê flores, me dê respeito!
Essa atitude é comum demais. Compartilham nas redes sociais e na vida real elogios vazios sobre a beleza feminina. Ou como somos emotivas. Ou como a maternidade é algo sublime. Blogs fazem posts enormes com fotos de flores, de mulheres sorrindo. Exaltam a feminilidade, segundo um pensamento muito torto.
Torto?, perguntariam alguns. Sim, torto. Difícil reconhecer isso. Eu mesma demorei muito tempo (duas décadas) para entender que não há características naturalmente femininas.
Também entendia que a luta do feminismo era algo ultrapassado, exceto em algumas culturas em que ainda se cortam clitóris ou em que a mulher não pode votar. Eu, moradora de uma cidade pequena, crescida dentro de uma doutrina protestante, e aos poucos vendo no meio social a defensiva que fazia sobre a mulher, defendendo o perfil ideal de ser recatada e preparada para casar, a mulher como ser maternal, a dona de casa (e apenas), e a “virtude” da mulher em ser submissa ao seu marido e enfim (o que eu via). E, então, no ‘mundo’ aqui fora percebi mais ainda as desigualdades, achava que devia mesmo era me conformar. Via como absurda a ideia de que nós éramos responsáveis por lavar a louça ou coisas “pequenas” assim; só que eu entendia isso como algo isolado, e não como o padrão de comportamento de toda a sociedade.
Esqueci de todas as vezes em que tive vergonha de tomar sorvete em público. Tomava, mas evitava a troca de olhares com qualquer ser.
Esqueci de todas as vezes em que tive medo de andar sozinha, mesmo sem estar com dinheiro ou outro objeto de valor. Andava e bem depressa ao notar algum homem chegando perto de mim.
Esqueci de todas as vezes em que tive a sensação de estar sendo “bolinada” em transporte público, nas ruas, nas festas só porque (eu então achava) estava de saia curta ou com uma blusa decotada. "A culpa era minha, afinal."
Esqueci das vezes que fui mal falada por estar na mesa de um bar com minhas colegas. Das vezes em que fui agredida por "supostos" homens que entendiam que ao estar bebendo era um convite para sair e das tantas em que disse um não e entenderam como "está se fazendo de difícil" e insistiram até eu precisar chamar o dono do bar e precisasse acusar de levar até na delegacia mais próxima (sabendo que não daria em nada).
Esqueci de todas as vezes em que muitas mulheres, perto de mim até, foram xingadas de putas porque decidiram ser mães solteiras, se separaram inúmeras vezes e ficaram com homens mais velhos.
Esqueci de todas as vezes em que eu e tantas outras mulheres fomos rotuladas de putas, de vadias, de sem classes, de cachorras, (ainda que sem palavras ditas em voz alta) por ter exibido uma foto sensual ou ter ficado com tantos carinhas e ter feito sexo antes do casamento ou no primeiro encontro. “Como assim ela fez sexo no primeiro encontro”? (Respondo rapidamente: Que porra é essa? Vocês acham que mulheres não transam?)
Esqueci. Esqueci. E só que aí...
Quando entrei no curso de ciências sociais entrei com a ideia fixa de queria entender essa desigualdade, embora nunca passasse na cabeça que fosse uma "lógica" criada social e culturalmente, foi então que procurei saber mais. Li, estudei, conversei. Escrevi diversas defensivas. (Uns podem ler aqui e aqui). Vi situações que não acontecem só lá do outro lado do mundo; que aqui, agora, nós continuamos sendo oprimidas o tempo todo, por todo mundo, até por nós mesmas.
Porque o feminismo não é uma luta só das mulheres, assim como o machismo não se aplica apenas aos homens. Acho mais difícil de entender uma mulher machista (ela sofre na pele, porque todas sofremos, não se engane) o preconceito e todas essas coisas pequenas do cotidiano que citei acima. Como não parar para pensar a respeito e se rebelar contra o sistema?
Não digo que você precisa sair às ruas e “queimar sutiãs”. Mas reconheça a luta histórica do feminismo, nem que seja no dia em que relembramos os fatos. Mude a forma como educa seus filhos: pare de dar para sua filha brinquedos que imitam tarefas domésticas, por exemplo. Pare de exigir que tenhamos corpos “perfeitos” (Chega dessa propaganda midiática que todos os dias matam a autoestima de tantas mulheres). Pare de julgar como puta a mulher que está com roupa curta e que beijou mais pessoas no último mês do que você o fez na vida. Chame o garçom e divida a conta do restaurante, do bar, mesmo que seu acompanhante seja homem. Mude. Aos poucos. No seu ritmo. Mas mude.
08 de março não é dia de celebrar a “feminilidade”, conceito bem difícil de entender ou precisar. Aliás, não vejo nem utilidade nos papéis de gênero.
É dia de celebrar as conquistas do feminismo e de repensar quão difícil é ser mulher. Não se cale. Fale mais alto. Seja mulher, seja homem. Só não seja machista.
E lembrem-se: a situação da mulher no mundo não é das melhores. Se a agenda dessa data começou com a luta de classes, hoje podemos estendê-la às mais diversas opressões que a mulher sofre no mundo: Trabalho mal remunerado, violência doméstica, grupos religiosos interferindo nas escolhas que ela faz sobre seu corpo, bullying virtual, assédio moral, assédio sexual, humilhações de diversas naturezas, exploração sexual, estupro, feminicídio e etc. E é exatamente em razão disso que o 8 de março é necessário: Porque não existe igualdade e ainda nos dão rosas em vez de respeito.
Esqueci de todas as vezes em que muitas mulheres, perto de mim até, foram xingadas de putas porque decidiram ser mães solteiras, se separaram inúmeras vezes e ficaram com homens mais velhos.
Esqueci de todas as vezes em que eu e tantas outras mulheres fomos rotuladas de putas, de vadias, de sem classes, de cachorras, (ainda que sem palavras ditas em voz alta) por ter exibido uma foto sensual ou ter ficado com tantos carinhas e ter feito sexo antes do casamento ou no primeiro encontro. “Como assim ela fez sexo no primeiro encontro”? (Respondo rapidamente: Que porra é essa? Vocês acham que mulheres não transam?)
Esqueci. Esqueci. E só que aí...
Quando entrei no curso de ciências sociais entrei com a ideia fixa de queria entender essa desigualdade, embora nunca passasse na cabeça que fosse uma "lógica" criada social e culturalmente, foi então que procurei saber mais. Li, estudei, conversei. Escrevi diversas defensivas. (Uns podem ler aqui e aqui). Vi situações que não acontecem só lá do outro lado do mundo; que aqui, agora, nós continuamos sendo oprimidas o tempo todo, por todo mundo, até por nós mesmas.
Porque o feminismo não é uma luta só das mulheres, assim como o machismo não se aplica apenas aos homens. Acho mais difícil de entender uma mulher machista (ela sofre na pele, porque todas sofremos, não se engane) o preconceito e todas essas coisas pequenas do cotidiano que citei acima. Como não parar para pensar a respeito e se rebelar contra o sistema?
Não digo que você precisa sair às ruas e “queimar sutiãs”. Mas reconheça a luta histórica do feminismo, nem que seja no dia em que relembramos os fatos. Mude a forma como educa seus filhos: pare de dar para sua filha brinquedos que imitam tarefas domésticas, por exemplo. Pare de exigir que tenhamos corpos “perfeitos” (Chega dessa propaganda midiática que todos os dias matam a autoestima de tantas mulheres). Pare de julgar como puta a mulher que está com roupa curta e que beijou mais pessoas no último mês do que você o fez na vida. Chame o garçom e divida a conta do restaurante, do bar, mesmo que seu acompanhante seja homem. Mude. Aos poucos. No seu ritmo. Mas mude.
08 de março não é dia de celebrar a “feminilidade”, conceito bem difícil de entender ou precisar. Aliás, não vejo nem utilidade nos papéis de gênero.
É dia de celebrar as conquistas do feminismo e de repensar quão difícil é ser mulher. Não se cale. Fale mais alto. Seja mulher, seja homem. Só não seja machista.
E lembrem-se: a situação da mulher no mundo não é das melhores. Se a agenda dessa data começou com a luta de classes, hoje podemos estendê-la às mais diversas opressões que a mulher sofre no mundo: Trabalho mal remunerado, violência doméstica, grupos religiosos interferindo nas escolhas que ela faz sobre seu corpo, bullying virtual, assédio moral, assédio sexual, humilhações de diversas naturezas, exploração sexual, estupro, feminicídio e etc. E é exatamente em razão disso que o 8 de março é necessário: Porque não existe igualdade e ainda nos dão rosas em vez de respeito.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Reflexão
No fundo, no fundo, a gente
sabe... Cada um de nós tem medo um dia de morrer. Eu tenho, assumo! Lembrei da
senhora de idade que faleceu, na época que eu estava na igreja ela cantava
sempre a mesma canção quando tinha oportunidade e pediu dezenas de vezes que
orassem por ela devido seu problema de saúde. Lembrei da minha avó que fica nervosa, reclama
da falta de saúde, no fundo, medo. Penso em mim... penso na minha vida, apenas
duas décadas, e sinto medo, um medo profundo de ir embora antes de concluir
meus sonhos. Eu escrevo, mas chorando emocionada. É que hoje eu comecei
refletir e pensar na minha trajetória de vida. Assim como as pessoas que
viveram meu dobro de vida sentem medo de ter que morrer e toda sua história se
esquecida, pensando se contribuiu para a vida de alguém, se sentirão sua falta,
ou se marcou a vida de quem permanecerá. Eu tenho medo... medo de não deixar meus
projetos, meus planos, meus sonhos fincados como parte do meu caminho de luta e
conquistas em vida. SIM, eu tenho medo! Eu não sei para onde vou quando morrer,
mas eu sei que boa parte da minha história de vida vai depender mesmo é de mim.
Eu li em algum canto que todos os
dias Deus nos dá uma nova folha para escrever um novo capítulo na nossa vida, e
acredito, acredito que todos os dias é um novo dia de recomeçar.
Esse texto tem nada a ver com
nada, é só uma reflexão. Sentimento de processo de amadurecimento, talvez. Crescer dói,
mas a aprendizagem é divina.
Quero dizer que não sei quanto
tempo tenho aqui, mas vou cuidar que a minha vida seja repleta de coisas boas, de
amigos, de cheiro, de cor, de flores e de alegria, a mais divina, pura e
cristalina alegria.
Agradeço a Deus por tudo. Pela
minha fé, principalmente. Agradeço pelo que tenho hoje... família, amigos (as),
meu trabalho e meus planos.
Vida, os ventos mudaram, já não sou mais a mesma!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Lista para 2014
Muitas pessoas gostam de fazer listas de coisas que realizarão antes de morrer (eu fiz uma em 2011, cumpri vários dos itens). Mas, considerando que pretendo viver até os 90 anos, "antes de morrer" me parece é um prazo danado de grande. É que o ano novo nos enche de expectativas e renova sempre as esperanças e as energias e aquela coisa toda né? "No ano que vem eu finalmente vou fazer ..." Sei lá o quê. Preencha as reticências você.
E é exatamente por isso, que vou começar a fazer agora, nesse minuto que eu escrevo, o que eu ia dizer que faria logo no início do ano que vem. Porque se é pra parar de adiar, tenho que parar de uma vez não é não? É.
Em 2014, não necessariamente nesta ordem, eu pretendo:
1) Parar de beber
Acho que esse item vai ser de risos pra alguns. Posso não parar, mas posso pelo menos diminuir a frequência. Enquanto paro de beber meu corpo e minha saúde agradecem.
2) Estudar com mais dedicação
Mais foco no meu curso e estudar de uma vez todo básico de um ensino médio de novo. Preciso estar preparada.
3) Gastar menos com coisas inúteis
Depois de passar tanto tempo gastando sempre que tinha vontade, a palavra de ordem é CONTENÇÃO. Às vezes pra gastar melhor é preciso acumular. E tá decidido!
4) Cuidar mais do meu corpo, me dedicar aos treinos
Correr e malhar com mais dedicação todas as manhãs
Voltar a treinar Muay Thai de uma vez por todas
5) Ingerir menos carboidratos
Faz parte do meu processo atlético.
6) (Este é profissional e prefiro guardar segredo)
7 ) Namorar
Destino. Ou não. Pode ser que nesse ano dê certo. (risos)
Parar de me envolver com homens burros, mal-resolvidos e parar também de esperar atitude de quem não tem. (Claro, que eu me refiro atitudes imaturas.)
8 ) Procurar um grupo religioso em que eu me encaixe.
Minha espiritualidade precisa de espaço.
9) Focar mais no meu trabalho
Mais do que eu existem muitas pessoas esperando por bons resultados.
10) Dizer todo dia "Deus, muito obrigada por tudo e, por favor, me ajude a não ser tão ingrata"
Acho que já deu. É isso. 2014 pode vir com tudo, porque eu também irei.
E comecei AGORA, dia 30 de dezembro.
Amém.
E é exatamente por isso, que vou começar a fazer agora, nesse minuto que eu escrevo, o que eu ia dizer que faria logo no início do ano que vem. Porque se é pra parar de adiar, tenho que parar de uma vez não é não? É.
Em 2014, não necessariamente nesta ordem, eu pretendo:
1) Parar de beber
Acho que esse item vai ser de risos pra alguns. Posso não parar, mas posso pelo menos diminuir a frequência. Enquanto paro de beber meu corpo e minha saúde agradecem.
2) Estudar com mais dedicação
Mais foco no meu curso e estudar de uma vez todo básico de um ensino médio de novo. Preciso estar preparada.
3) Gastar menos com coisas inúteis
Depois de passar tanto tempo gastando sempre que tinha vontade, a palavra de ordem é CONTENÇÃO. Às vezes pra gastar melhor é preciso acumular. E tá decidido!
4) Cuidar mais do meu corpo, me dedicar aos treinos
Correr e malhar com mais dedicação todas as manhãs
Voltar a treinar Muay Thai de uma vez por todas
5) Ingerir menos carboidratos
Faz parte do meu processo atlético.
6) (Este é profissional e prefiro guardar segredo)
7 ) Namorar
Destino. Ou não. Pode ser que nesse ano dê certo. (risos)
Parar de me envolver com homens burros, mal-resolvidos e parar também de esperar atitude de quem não tem. (Claro, que eu me refiro atitudes imaturas.)
8 ) Procurar um grupo religioso em que eu me encaixe.
Minha espiritualidade precisa de espaço.
9) Focar mais no meu trabalho
Mais do que eu existem muitas pessoas esperando por bons resultados.
10) Dizer todo dia "Deus, muito obrigada por tudo e, por favor, me ajude a não ser tão ingrata"
Acho que já deu. É isso. 2014 pode vir com tudo, porque eu também irei.
E comecei AGORA, dia 30 de dezembro.
Amém.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Inquietações...
É que às vezes a gente acorda triste e nem sabe ao certo por quê. E se sente sozinha, mesmo cercada de gente, e abandonada, mesmo repleta de família e amigos. E é esquisito. Porque a concentração não vem e você agradece que pelo menos tinha aprendido e planejado inúmeras coisas durante o momento. E se perde reflexiva na calmaria do grupo... num silêncio cinza escuro que se mistura com o gosto amargo que ficou na boca do último copo gelado.
E o email, a fotografia na tela lembra da saudade. E do medo. Dos planos. Do futuro. Do tempo perdido. E por todas as palavras nunca ditas. E da tristeza.. Aquela que vem da saudade daquele de quem poderia ser mais e não vai ser porque você não se sente preparada ou não quer, vai saber.
E depois a "amiga"... Projetos ficando pela metade. E o "peixe bom que não trouxe do mar" ainda. (Reflexões pós-curso). Perspectivas? E ai? Enfim!
E você sente que é ingrata. E é mais fácil ter raiva que ir pra rua brincar de sol, brincar com o tempo ou simplesmente abrir as cortinas para deixar a luz entrar... Pensa em Deus, mas acha que não merece.
E aí o mundo se organiza pra que vc leia de novo texto do Edson e seja embalada pelo som de Nina Simone... e então desce o choro guardado. No peito.
Se o mundo é o que vejo ou aquilo que invento eu não sei. O que a vida quer da gente é coragem? Amparo, a gente necessita mesmo é de amparo.
Que Deus nos dê forças. Que a covardia não nos paralise. E que a gente nunca perca a fé na vida, nas pessoas e no que quer.
Amém.
E o email, a fotografia na tela lembra da saudade. E do medo. Dos planos. Do futuro. Do tempo perdido. E por todas as palavras nunca ditas. E da tristeza.. Aquela que vem da saudade daquele de quem poderia ser mais e não vai ser porque você não se sente preparada ou não quer, vai saber.
E depois a "amiga"... Projetos ficando pela metade. E o "peixe bom que não trouxe do mar" ainda. (Reflexões pós-curso). Perspectivas? E ai? Enfim!
E você sente que é ingrata. E é mais fácil ter raiva que ir pra rua brincar de sol, brincar com o tempo ou simplesmente abrir as cortinas para deixar a luz entrar... Pensa em Deus, mas acha que não merece.
E aí o mundo se organiza pra que vc leia de novo texto do Edson e seja embalada pelo som de Nina Simone... e então desce o choro guardado. No peito.
Se o mundo é o que vejo ou aquilo que invento eu não sei. O que a vida quer da gente é coragem? Amparo, a gente necessita mesmo é de amparo.
Que Deus nos dê forças. Que a covardia não nos paralise. E que a gente nunca perca a fé na vida, nas pessoas e no que quer.
Amém.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Prefácio...
De escritos antigos, guardados, esquecidos e nunca terminados...
E estava lá, lá no meio, uma foto recente. Era tão recente que exalava o perfume do momento. E tinha uma meiguice de arrancar sorriso mesmo o dia não estando para sorrir. Era lá no mural, no meio de tantas fotos, entre amigos (as) queridos (as) de anos...
Estava uma fotografia linda que representava muito, emoldurando o momento que marcou feito tatuagem, não o corpo, mas o coração...
É instigante pensar nos marcos da própria vida que nos arrancam suspiros e aceleram o coração.
É instigante pensar nos marcos da própria vida que nos arrancam suspiros e aceleram o coração.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Ache a resposta da vida...
"O que vc espera do futuro? Como vc acha que vai ser seu futuro?"
Nicolas: "Às vezes eu acho que vou ser programador, às vezes acho que vou ser um engenheiro. Engenheiro. Um engenheiro como meu pai. Ter meu dinheiro. Suficiente pra construir minha família. Acho que vou conseguir viver bem... Vou fazer minhas coisas... Até achar a resposta da vida."
"E que resposta seria essa?"
Nicolas: "A COMPLETA FELICIDADE."
[Nicolas, adolescente autista. Fiquei emocionada. E achei lindo de morrer a resposta dada ao repórter do Fantástico.]
O que a gente espera da vida?
Qual a sua fome? A sua sede de futuro?
Qual a sua fome? A sua sede de futuro?
[Foto linda, né? Reflexão]
quinta-feira, 25 de julho de 2013
25 de julho - Dia do Escritor
Dia dedicado àqueles que me inspiram...
Aos audaciosos e generosos amigos que eu acompanho...
Parabéns!
"Escritor é todo aquele que coloca no papel seu mundo interior e divide conosco seu saber e sentimentos."
Aos audaciosos e generosos amigos que eu acompanho...
Parabéns!
"Escritor é todo aquele que coloca no papel seu mundo interior e divide conosco seu saber e sentimentos."
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Vida só essa...
Eu gosto de coisas que transformam o cotidiano, que surpreende esse mundo corrido da gente, sabe?
E se a gente não se der conta e se for tarde demais? E porque a gente adia tanto de viver as coisas na sua totalidade? E a gente está sempre tão cheio de trabalhos, e compromissos e medos.... Afinal, pra quê, hein?
Sabe aquela conversa que você vive adiando? Aquele abraço? Aquele beijo? A visita àquela amiga? Ou a cerveja desopilante depois do trabalho com os amigos? E aquele cinema? Aquele fim de semana descansando do lado pessoa que você ama? Aquele perdão que alivia a consciência? Aquele "Eu te amo!"?Por que a gente adia sempre? Que graça tem a vida se não é compartilhada com quem a gente ama?
Eu ando confusa e extremamente sensível. E não é TPM, mas coisa de quem anda cansada de tantos adiamentos e que, definitivamente, percebeu que anda perdendo a melhor parte da vida.. viver!
E hoje eu só quero dizer que vida a gente só tem uma. E é essa mesmo... então... para com essa história de 'deixar para depois'... esquece que tem aquele trabalho e aquele compromisso e as inúmeras coisas pra fazer (mesmo que tenha)... e vai... VIVER!
Porque a gente sempre está muito ocupado e sem tempo para um montão de coisas. A gente corre tanto todo dia. Contra o tempo. Contra a gente. E está sempre atrasado... pra vida. E tem trabalho demais, e prioridades demais, e coisas demais, e.... faz planos para amanhã. Eu sei que parece trágico (e é), mas se amanhã a gente simplesmente não tiver nada?
E se morrer?
E se morrer?
E se a gente não se der conta e se for tarde demais? E porque a gente adia tanto de viver as coisas na sua totalidade? E a gente está sempre tão cheio de trabalhos, e compromissos e medos.... Afinal, pra quê, hein?
Sabe aquela conversa que você vive adiando? Aquele abraço? Aquele beijo? A visita àquela amiga? Ou a cerveja desopilante depois do trabalho com os amigos? E aquele cinema? Aquele fim de semana descansando do lado pessoa que você ama? Aquele perdão que alivia a consciência? Aquele "Eu te amo!"?Por que a gente adia sempre? Que graça tem a vida se não é compartilhada com quem a gente ama?
Eu ando confusa e extremamente sensível. E não é TPM, mas coisa de quem anda cansada de tantos adiamentos e que, definitivamente, percebeu que anda perdendo a melhor parte da vida.. viver!
E hoje eu só quero dizer que vida a gente só tem uma. E é essa mesmo... então... para com essa história de 'deixar para depois'... esquece que tem aquele trabalho e aquele compromisso e as inúmeras coisas pra fazer (mesmo que tenha)... e vai... VIVER!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Da Elisa Lucinda e parece meu...
Bater até o auge de seu baticum?
Não, você não sabe de jeito nenhum.
Agora chega.
Reforma no meu peito!
Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas
aproximem-se!
(...)
Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões
Façam todos suas inscrições.
Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate
O homem que hoje me amar
Encontrará outro lá dentro.
Pois que o mate.
(Elisa Lucinda)
[Não tenho tido inspiração pra voltar a escrever aqui. Acho que ando em outra fase da minha vida, outra sintonia. Quem sabe um dia eu volto...]
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Balanços e Perspectivas para o ano de 2013....
E eu me lembro como se fosse hoje que entrei em 2012 mega decepcionada, chorando feito menina com os amigos do lado cantando Mamonas Assassinas "E ela é linda muito mais do que linda..." e as lágrimas correram soltas. Eu precisava. No fundo, eu sabia que o choro era meio que um abandono de toda uma situação que arrancava de mim as forças e só trazia energia ruim. E eu estava certa. Com uns meses a frente eu deixei de lado algumas das pessoas que por um tempo enorme da minha vida eu chamei de "minhas pessoas". Eu sofri, não minto. E precisei de um tempo para me acostumar. Engoli muitas situações desagradáveis por causa disso. Eu abandonei, fui abandonada também. E teve muita crueldade nisso. Pisaram. Mas... como sempre me diziam: "TUDO passa". E... Passou.
Se eu me arrependo? Não. Essas pessoas foram amigas quando eu precisei, me ajudaram, me trouxeram sorrisos e me levantaram muitas das vezes que precisei e estiveram comigo suportando o jeito Elioene complicado de ser (isso é difícil . À eles deixo meu muito "obrigada por tudo" e um "tudo tem fim e a vida segue". Está seguindo.
Recomecei. E os amigos que atraí para a vida foram os melhores possíveis. Cada um do seu jeito, com todos os defeitos (que eu amo), mas com toda a compreensão do mundo que eu sinto que foi o presente embrulhado de Deus para me fazer feliz e mostrar que as coisas nem sempre é do jeito que eu penso, ELE sempre me surpreende.
Então, 2012 foi um ano bom. Ano de reflexões, trabalho, ano de recomeço, família, amizades. Alguns momentos complicados, difíceis... batalhas pesadas. Mas é como aquela frase "o doce nunca é tão doce sem o amargo...".
Eu não sei o que me espera nesse ano de 2013, mas eu tenho fé que o melhor ainda está por vir. Eu tenho FÉ. Fé de que no ano novo as coisas vão melhorar, fé de que no ano novo a gente vai melhorar... e ser uma pessoa melhor, mais humana, menos egoísta. Fé de que vai se respeitar e vai aprender a sentir menos culpa quando disser "não" a alguém que a gente ama, fé de que o mundo pode ser mais justo e mais igual pra todo mundo, fé de que o futuro vai ser colorido mesmo quando a gente se sente branco-e-preto... Fé.
Entre nesse ano chorando, mas em 2013 eu vou entrar sorrindo e se for chorar, que seja de alegria...
Entre nesse ano chorando, mas em 2013 eu vou entrar sorrindo e se for chorar, que seja de alegria...
Eu tenho esperança de um novo tempo mesmo.
E é isso..... Vou aproveitar mais a vida, trabalhar mais, estudar mais, amar mais, curtir os amigos, a família.
E que Deus me dê sempre força pra recomeçar sempre que preciso for. Que esteja presente em tudo que eu fizer e me guie para a escolha que poderá mudar minha vida sempre.
"Deus, obrigada. Você me melhora"
Boas entradas e saídas a todos. Bons ventos para nós.
Que 2013 seja um ano de vitórias. =D
E que Deus me dê sempre força pra recomeçar sempre que preciso for. Que esteja presente em tudo que eu fizer e me guie para a escolha que poderá mudar minha vida sempre.
"Deus, obrigada. Você me melhora"
Que 2013 seja um ano de vitórias. =D
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Presente
E eu acordei pensativa...
Daí fui presenteada com um texto da Marla que me tocou bastante. Acho que o universo que me trouxe meio que numa conspiração para comprovar o que sempre achei sobre os que se foram e pelos que ainda se vão.
Eu, simplesmente, aceito o que foi embora e agradeço pelo que tem chegado. No fundo, tudo tem razão de ser e até de não-ser.
Compartilho o texto... com amor de alma.
"Tenho tentado não agir por impulso. E vejo com clareza, após pensar, repensar e estudar os vários ângulos possíveis de uma situação, o que devo remover e acrescentar na minha vida. Infelizmente, isto também inclui pessoas. E pessoas que, em determinado momento, tiveram uma importância primordial na minha existência. Mas eu mudei, elas mudaram. E não foram apenas as idiossincrasias que nos afastaram, mas simplesmente, ter valores que não se casavam mais, desconfortos maiores que alegrias, disputas estéreis, uma necessidade insaciável de despertar emoções negativas, e um vácuo enorme onde havia abraço. Onde havia amor (?).
Não foi fácil, não tem sido, mas tenho me sentido mais coerente com as coisas que me propus a viver. Com as coisas que eu tenho para dar e derramar. Com o espaço que abro para o tipo de relações de trocas reais, de afetos sinceros, de atitudes maduras, de comportamentos honestos. Não quero amar apenas quem é amorável, quero amar quem merece ser amado. Por causa e apesar de. E eu brindo o que é recíproco mesmo que não seja idílico. Tenho plena consciência de que na diferença que o Outro me traz é que aprendo, mas que venha com transparência. Eu prezo pessoas de verdade, estas me são caras. Os fakes eu respeito e deixo que sigam. Não há problema nenhum em nada e ninguém, desde que eu saiba que sobre a minha vida, a mim me cabem as escolhas. E eu dou o meu melhor e mereço receber o melhor também.
E todo este meu trabalho interno poderia ser resumido assim: eu quero crescer para mim mesma."
(Marla de Queiroz)
Daí fui presenteada com um texto da Marla que me tocou bastante. Acho que o universo que me trouxe meio que numa conspiração para comprovar o que sempre achei sobre os que se foram e pelos que ainda se vão.
Eu, simplesmente, aceito o que foi embora e agradeço pelo que tem chegado. No fundo, tudo tem razão de ser e até de não-ser.
Compartilho o texto... com amor de alma.
"Tenho tentado não agir por impulso. E vejo com clareza, após pensar, repensar e estudar os vários ângulos possíveis de uma situação, o que devo remover e acrescentar na minha vida. Infelizmente, isto também inclui pessoas. E pessoas que, em determinado momento, tiveram uma importância primordial na minha existência. Mas eu mudei, elas mudaram. E não foram apenas as idiossincrasias que nos afastaram, mas simplesmente, ter valores que não se casavam mais, desconfortos maiores que alegrias, disputas estéreis, uma necessidade insaciável de despertar emoções negativas, e um vácuo enorme onde havia abraço. Onde havia amor (?).
Não foi fácil, não tem sido, mas tenho me sentido mais coerente com as coisas que me propus a viver. Com as coisas que eu tenho para dar e derramar. Com o espaço que abro para o tipo de relações de trocas reais, de afetos sinceros, de atitudes maduras, de comportamentos honestos. Não quero amar apenas quem é amorável, quero amar quem merece ser amado. Por causa e apesar de. E eu brindo o que é recíproco mesmo que não seja idílico. Tenho plena consciência de que na diferença que o Outro me traz é que aprendo, mas que venha com transparência. Eu prezo pessoas de verdade, estas me são caras. Os fakes eu respeito e deixo que sigam. Não há problema nenhum em nada e ninguém, desde que eu saiba que sobre a minha vida, a mim me cabem as escolhas. E eu dou o meu melhor e mereço receber o melhor também.
E todo este meu trabalho interno poderia ser resumido assim: eu quero crescer para mim mesma."
(Marla de Queiroz)
Estranho é pouco. E tudo faz sentido.
domingo, 1 de abril de 2012
De Trilha Sonora....
Acho que isso deveria ser mantra para todas as pessoas que passaram por um certa desilusão amorosa:
"...Aaah coração, se apronta pra recomeçar. Aaah coração, esquece esse medo de amar de novo..."
Acho que a gente nunca deve ter medo de amar. Deve ter medo é de perder essa dádiva que é se encontrar amando... e novamente. Sempre.
E eu continuo cantando, me repentindo...
"A vida tem sons que pra gente ouvir precisa entender que um amor de verdade.. É feito canção, qualquer coisa assim... que tem seu começo, seu meio e seu fim..."
Hoje minha trilha sonora é essa. E amém.
"...Aaah coração, se apronta pra recomeçar. Aaah coração, esquece esse medo de amar de novo..."
Acho que a gente nunca deve ter medo de amar. Deve ter medo é de perder essa dádiva que é se encontrar amando... e novamente. Sempre.
E eu continuo cantando, me repentindo...
"A vida tem sons que pra gente ouvir precisa entender que um amor de verdade.. É feito canção, qualquer coisa assim... que tem seu começo, seu meio e seu fim..."
Hoje minha trilha sonora é essa. E amém.
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