terça-feira, 22 de abril de 2014

Das coisas que mudam...



As coisas mudam, se transformam. Inclusive, os sentimentos. Esses encontram outro caminho quando estão morrendo por onde caminhavam.

Por curiosidade, olhei quais as pessoas conhecidas estavam de aniversário hoje e, então, vi seu nome. Interessante, porque eu não lembrei como em outros tempos, eu nem sequer lembrava era de você. É estranho perceber que de uma paixão tão grande como aquela nada sobrou. 
Um dia conjuguei você nos verbos do presente. Para ser, ficar, estar e permanecer. Mas hoje... hoje eu conjuguei você no passado, porque passou. E coloquei na frase negativa... você não permaneceu.
Naquele tempo você foi, hoje não é, mas um dia foi... 







Foi minha grande paixão, meu desejo, meu pensamento. 
Foi. 
Um dia.







E hoje? Hoje você é apenas uma lembrança, uma lembrança que não dói, uma lembrança vaga. E não há saudade, não há raiva. Não sinto indiferença, eu sinto nada. Nada, simplesmente. O que me parece é ser uma coisa muito boa.
Eu não sinto sua falta, não sinto falta de nada do que a gente viveu e sei que você sente o mesmo. Na verdade, você sempre sentiu nada. Me doeu perceber. Me rasgou o coração. Eu chorei.
Mas hoje eu sinto nada. E isso apaga toda a fantasia que um dia eu criei sobre você. Me leva para um lado bom, um lado meu que tinha esquecido com você... Ocupei um papel que nunca admirei, o inverso do que eu sou. E depois de tanto tempo me descobri de novo.
Entendi o sentido da frase de que "a vida segue". De fato, ela segue, continua seguindo. E minha única dedicação hoje é arrumar minha casa de dentro, minha única paixão sou eu. Ando de mãos dadas comigo.

E hoje, 22 de abril, é seu aniversário... e eu não lembrei. Eu nem sequer lembrava era de você.


"Porque esgotou o tempo e as coisas têm um tempo certo para durar."

terça-feira, 8 de abril de 2014

Retorno...

...

Passa o tempo e a gente tem crescer. É assim mesmo que funciona? Eu concordo. Entre inconstâncias da vida, perdi, me encontrei, me perdi de novo, mudei de caminho, mudei de companhias, me refiz. 
Não sei o que foi feito daquela Elioene. Só sei que essa aqui, a assumida Elôh, é a outra parte da Elioene que se assumiu sem medos. 
Talvez eu tenha perdido um pouco da teoria. Ando vivendo mais. Por isso esse espaço anda meio desatualizado. Mas... às vezes, sabe, me dá saudade de quem eu era. Não por tudo, mas pela fantasia e pela inocência das ações. Quase ninguém compreendeu e fui abandonada muitas vezes, mas muitos outros me encontraram. Sinto falta de racionalizar menos, de confiar mais, sinto falta inclusive das crises, elas me transformaram. Das crises ao salto mais alto.
É certo que mudei. Eu mudei. Criei esse espaço para curar minhas dores, desabafar minhas crises, minha bipolaridade e falar dos meus amores mal-resolvidos e muitos outros idealizados.
Hoje entro aqui leio tudo e me pergunto: Quanta intensidade, quanta fantasia. Onde está a Elioene?
Sou outra? Não, não.... mas é certo que dei as mãos para mim mesma. Hoje antes de me culpar, me entendo, me perdoo. Há mais leveza e é fato: há mais cumplicidade e, sobretudo, amor. Para mim e sobre aqueles que resolveram me acompanhar.
Quero de novo confiar nas palavras. Porque escrevendo é que sinto minhas fases.

sábado, 8 de março de 2014

Saudade de futuro

Hoje acordei com saudades de coisas que ainda nem me aconteceram. Dia bom... vento bom, sol saindo... pilotar moto sem capacete dá uma sensação de liberdade absurda, apesar de risco... Lembrei sobre o futuro.... acho que hoje eu estou com saudade de futuro.... saudade de tanta coisa boa que nem me aconteceu, mas sinto que vai me acontecer bem daqui a pouquinho... Coisa de gente boba e ingênua, né? Talvez eu seja. Mas quer saber? Eu não tô nem aí.
E como eu li há algum tempo atrás em um blog que eu adoro.... "A imaginação é a memória que enlouqueceu." 

Enlouqueçam aquele necessário para fazer a vida valer a pena! 
E aproveitem o dia feliz que só começou.


[Fotografia tirada na Duna do Pôr-do-Sol em Jericoacoara.. lugar lindo, lindo de morrer... tem que ver!]

sexta-feira, 7 de março de 2014

Não me dê flores, me dê respeito!


Durante grande parte da minha vida eu achei bacana o gesto de receber flores no dia 8 de março. Afinal, que ruim há nisso? O que simples flores poderiam representar? “É gentileza”, pensava. Sequer quis questionar o que havia por trás daquilo.

Essa atitude é comum demais. Compartilham nas redes sociais e na vida real elogios vazios sobre a beleza feminina. Ou como somos emotivas. Ou como a maternidade é algo sublime. Blogs fazem posts enormes com fotos de flores, de mulheres sorrindo. Exaltam a feminilidade, segundo um pensamento muito torto.

Torto?, perguntariam alguns. Sim, torto. Difícil reconhecer isso. Eu mesma demorei muito tempo (duas décadas) para entender que não há características naturalmente femininas.

Também entendia que a luta do feminismo era algo ultrapassado, exceto em algumas culturas em que ainda se cortam clitóris ou em que a mulher não pode votar. Eu, moradora de uma cidade pequena, crescida dentro de uma doutrina protestante, e aos poucos vendo no meio social a defensiva que fazia sobre a mulher, defendendo o perfil ideal de ser recatada e preparada para casar, a mulher como ser maternal, a dona de casa (e apenas), e a “virtude” da mulher em ser submissa ao seu marido e enfim (o que eu via). E, então, no ‘mundo’ aqui fora percebi mais ainda as desigualdades, achava que devia mesmo era me conformar. Via como absurda a ideia de que nós éramos responsáveis por lavar a louça ou coisas “pequenas” assim; só que eu entendia isso como algo isolado, e não como o padrão de comportamento de toda a sociedade.

Esqueci de todas as vezes em que tive vergonha de tomar sorvete em público. Tomava, mas evitava a troca de olhares com qualquer ser.

Esqueci de todas as vezes em que tive medo de andar sozinha, mesmo sem estar com dinheiro ou outro objeto de valor. Andava e bem depressa ao notar algum homem chegando perto de mim.

Esqueci de todas as vezes em que tive a sensação de estar sendo “bolinada” em transporte público, nas ruas, nas festas só porque (eu então achava) estava de saia curta ou com uma blusa decotada. "A culpa era minha, afinal."

Esqueci das vezes que fui mal falada por estar na mesa de um bar com minhas colegas. Das vezes em que fui agredida por "supostos" homens que entendiam que ao estar bebendo era um convite para sair e das tantas em que disse um não e entenderam como "está se fazendo de difícil" e insistiram até eu precisar chamar o dono do bar e precisasse acusar de levar até na delegacia mais próxima (sabendo que não daria em nada).

Esqueci de todas as vezes em que muitas mulheres, perto de mim até, foram xingadas de putas porque decidiram ser mães solteiras, se separaram inúmeras vezes e ficaram com homens mais velhos.

Esqueci de todas as vezes em que eu e tantas outras mulheres fomos rotuladas de putas, de vadias, de sem classes, de cachorras, (ainda que sem palavras ditas em voz alta) por ter exibido uma foto sensual ou ter ficado com tantos carinhas e ter feito sexo antes do casamento ou no primeiro encontro. “Como assim ela fez sexo no primeiro encontro”? (Respondo rapidamente: Que porra é essa? Vocês acham que mulheres não transam?)

Esqueci. Esqueci. E só que aí...

Quando entrei no curso de ciências sociais entrei com a ideia fixa de queria entender essa desigualdade, embora nunca passasse na cabeça que  fosse uma "lógica" criada social e culturalmente, foi então que procurei saber mais. Li, estudei, conversei. Escrevi diversas defensivas. (Uns podem ler aqui e aqui). Vi situações que não acontecem só lá do outro lado do mundo; que aqui, agora, nós continuamos sendo oprimidas o tempo todo, por todo mundo, até por nós mesmas.

Porque o feminismo não é uma luta só das mulheres, assim como o machismo não se aplica apenas aos homens. Acho mais difícil de entender uma mulher machista (ela sofre na pele, porque todas sofremos, não se engane) o preconceito e todas essas coisas pequenas do cotidiano que citei acima. Como não parar para pensar a respeito e se rebelar contra o sistema?

Não digo que você precisa sair às ruas e “queimar sutiãs”. Mas reconheça a luta histórica do feminismo, nem que seja no dia em que relembramos os fatos. Mude a forma como educa seus filhos: pare de dar para sua filha brinquedos que imitam tarefas domésticas, por exemplo. Pare de exigir que tenhamos corpos “perfeitos” (Chega dessa propaganda midiática que todos os dias matam a autoestima de tantas mulheres). Pare de julgar como puta a mulher que está com roupa curta e que beijou mais pessoas no último mês do que você o fez na vida. Chame o garçom e divida a conta do restaurante, do bar, mesmo que seu acompanhante seja homem. Mude. Aos poucos. No seu ritmo. Mas mude.

08 de março não é dia de celebrar a “feminilidade”, conceito bem difícil de entender ou precisar. Aliás, não vejo nem utilidade nos papéis de gênero.

É dia de celebrar as conquistas do feminismo e de repensar quão difícil é ser mulher. Não se cale. Fale mais alto. Seja mulher, seja homem. Só não seja machista.

E lembrem-se: a situação da mulher no mundo não é das melhores. Se a agenda dessa data começou com a luta de classes, hoje podemos estendê-la às mais diversas opressões que a mulher sofre no mundo: Trabalho mal remunerado, violência doméstica, grupos religiosos interferindo nas escolhas que ela faz sobre seu corpo, bullying virtual, assédio moral, assédio sexual, humilhações de diversas naturezas, exploração sexual, estupro, feminicídio e etc. E é exatamente em razão disso que o 8 de março é necessário: Porque não existe igualdade e ainda nos dão rosas em vez de respeito. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Reflexão

No fundo, no fundo, a gente sabe... Cada um de nós tem medo um dia de morrer. Eu tenho, assumo! Lembrei da senhora de idade que faleceu, na época que eu estava na igreja ela cantava sempre a mesma canção quando tinha oportunidade e pediu dezenas de vezes que orassem por ela devido seu problema de saúde.  Lembrei da minha avó que fica nervosa, reclama da falta de saúde, no fundo, medo. Penso em mim... penso na minha vida, apenas duas décadas, e sinto medo, um medo profundo de ir embora antes de concluir meus sonhos. Eu escrevo, mas chorando emocionada. É que hoje eu comecei refletir e pensar na minha trajetória de vida. Assim como as pessoas que viveram meu dobro de vida sentem medo de ter que morrer e toda sua história se esquecida, pensando se contribuiu para a vida de alguém, se sentirão sua falta, ou se marcou a vida de quem permanecerá. Eu tenho medo... medo de não deixar meus projetos, meus planos, meus sonhos fincados como parte do meu caminho de luta e conquistas em vida. SIM, eu tenho medo! Eu não sei para onde vou quando morrer, mas eu sei que boa parte da minha história de vida vai depender mesmo é de mim.
Eu li em algum canto que todos os dias Deus nos dá uma nova folha para escrever um novo capítulo na nossa vida, e acredito, acredito que todos os dias é um novo dia de recomeçar.

Esse texto tem nada a ver com nada, é só uma reflexão. Sentimento de processo de amadurecimento, talvez. Crescer dói, mas a aprendizagem é divina.

Quero dizer que não sei quanto tempo tenho aqui, mas vou cuidar que a minha vida seja repleta de coisas boas, de amigos, de cheiro, de cor, de flores e de alegria, a mais divina, pura e cristalina alegria.

Agradeço a Deus por tudo. Pela minha fé, principalmente. Agradeço pelo que tenho hoje... família, amigos (as), meu trabalho e meus planos.

Vida, os ventos mudaram, já não sou mais a mesma!


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Lista para 2014

Muitas pessoas gostam de fazer listas de coisas que realizarão antes de morrer (eu fiz uma em 2011, cumpri vários dos itens). Mas, considerando que pretendo viver até os 90 anos, "antes de morrer" me parece é um prazo danado de grande. É que o ano novo nos enche de expectativas e renova sempre as esperanças e as energias e aquela coisa toda né? "No ano que vem eu finalmente vou fazer ..." Sei lá o quê. Preencha as reticências você.
E é exatamente por isso, que vou começar a fazer agora, nesse minuto que eu escrevo, o que eu ia dizer que faria logo no início do ano que vem. Porque se é pra parar de adiar, tenho que parar de uma vez não é não? É.
Em 2014, não necessariamente nesta ordem, eu pretendo:
1) Parar de beber
Acho que esse item vai ser de risos pra alguns. Posso não parar, mas posso pelo menos diminuir a frequência. Enquanto paro de beber meu corpo e minha saúde agradecem.
2) Estudar com mais dedicação
Mais foco no meu curso e estudar de uma vez todo básico de um ensino médio de novo. Preciso estar preparada.
3) Gastar menos com coisas inúteis
Depois de passar tanto tempo gastando sempre que tinha vontade, a palavra de ordem é CONTENÇÃO. Às vezes pra gastar melhor é preciso acumular. E tá decidido!
4) Cuidar mais do meu corpo, me dedicar aos treinos
Correr e malhar com mais dedicação todas as manhãs
Voltar a treinar Muay Thai de uma vez por todas
5) Ingerir menos carboidratos
Faz parte do meu processo atlético.
6) (Este é profissional e prefiro guardar segredo)
7 ) Namorar
Destino. Ou não. Pode ser que nesse ano dê certo. (risos)
Parar de me envolver com homens burros, mal-resolvidos e parar também de esperar atitude de quem não tem. (Claro, que eu me refiro atitudes imaturas.)
8 ) Procurar um grupo religioso em que eu me encaixe.
Minha espiritualidade precisa de espaço.
9) Focar mais no meu trabalho
Mais do que eu existem muitas pessoas esperando por bons resultados.
10) Dizer todo dia "Deus, muito obrigada por tudo e, por favor, me ajude a não ser tão ingrata"

Acho que já deu. É isso. 2014 pode vir com tudo, porque eu também irei.


E comecei AGORA, dia 30 de dezembro.
Amém.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Inquietações...

É que às vezes a gente acorda triste e nem sabe ao certo por quê. E se sente sozinha, mesmo cercada de gente, e abandonada, mesmo repleta de família e amigos. E é esquisito. Porque a concentração não vem e você agradece que pelo menos tinha aprendido e planejado inúmeras coisas durante o momento. E se perde reflexiva na calmaria do grupo... num silêncio cinza escuro que se mistura com o gosto amargo que ficou na boca do último copo gelado.
E o email, a fotografia na tela lembra da saudade. E do medo. Dos planos. Do futuro. Do tempo perdido. E por todas as palavras nunca ditas. E da tristeza.. Aquela que vem da saudade daquele de quem poderia ser mais e não vai ser porque você não se sente preparada ou não quer, vai saber.
E depois a "amiga"... Projetos ficando pela metade. E o "peixe bom que não trouxe do mar" ainda. (Reflexões pós-curso). Perspectivas? E ai? Enfim!
E você sente que é ingrata. E é mais fácil ter raiva que ir pra rua brincar de sol, brincar com o tempo ou simplesmente abrir as cortinas para deixar a luz entrar... Pensa em Deus, mas acha que não merece.
E aí o mundo se organiza pra que vc leia de novo texto do Edson e seja embalada pelo som de Nina Simone... e então desce o choro guardado. No peito.

Se o mundo é o que vejo ou aquilo que invento eu não sei. O que a vida quer da gente é coragem? Amparo, a gente necessita mesmo é de amparo.

Que Deus nos dê forças. Que a covardia não nos paralise. E que a gente nunca perca a fé na vida, nas pessoas e no que quer.
Amém.