quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças...

Falar de criança já é de se encher de uma alegria serena e bonita. Porque é benção, é dádiva e a melhor coisa que existe.
Quero desejar, meus queridos, para a criança que somos nós e para as crianças que ainda são muitos sor(risos) de açúcar e catavento de carinho espalhando amor, esperança, vida.
Sejamos a criança que não adia os momentos felizes, que quebra regras, ri alto, perdoa rápido, ama mais intensamente, que vive de sonhos e vê a realidade apenas como um susto... Sejamos crianças assim... "doce" e feliz!

Essa descabelada ai embaixo sou eu nos meus cinco aninhos de vida...
Cara de abusada, travessa, feliz.... feliz...
Foi dessa menina que está crescendo uma mulher linda, incrível e disposta a viver a vida numa totalidade enorme daquilo que é oferecido.
Menina Lua... que só quer amar, sonhar, somar, viver...

Minha infância... Ela foi responsável por eu crescer plantando gentileza para colher flores de cuidado e bem querer...

"Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande."


domingo, 9 de outubro de 2011

Do que restou...

Quis inventar um texto de partida. Quis falar sobre aquela saudade que arde aqui dentro de mim. Quis falar da vontade de correr para os braços dele e dizer (mesmo sem ele querer ouvir) que eu quero ele pra mim, aqui, perto, junto. E eu lembrei daquele texto que fiz outro dia pensando nele. E lembrei de quantos textos eu escrevi justamente inspirada por ele. Pelo beijo, o abraço, o sorriso, a voz, as conversas dele. Mas dai lembrei que muitas vezes fui inspirada mais ainda pela ausência que ele causou. Sim, quando ele insistiu em me abandonar sempre que eu achava que já podia tê-lo por perto. Do desprezo e da indiferença que recebi quando a única coisa que eu queria era segurar um pouco mais a mão e sentir a presença dele por mais tempo. Cuidar e ser cuidada.
Daí me pergunto como tanta frieza pode me inspirar? Por que apesar de toda essa indiferença eu ainda sigo falando tão bem e tecendo uma saudade linda dele por aqui?
Acho que histórias de amor não dá pra se calcular um devido valor. E a gente apenas quer viver, quer ter... de um jeito ou de outro. Só que de alguma forma no meio de desejo a gente se perde... e não acontece. E perder a melhor parte do que poderia ter sido machuca, sabia? Sim! Sei lá, lembrar do que poderia ter sido.Do que poderia ter sido dos dois dói. Histórias impossíveis, dessas que por mais que a gente queira que aconteça e não acontece, só trás pra gente uma vontade de insistir, de correr atrás.
Mas  é que eu só queria dizer que... chega uma hora que cansa. Percebe que nem é insistência, é desespero.
E eu cansei. E apesar de toda essa saudade, de todo meu pensamento do que poderia ter sido nós dois, de de lembrar dos poucos momentos que vivemos.E sei lá.... acho que é justamente por esse sentimento todo que construir por você que tomei uma decisão POR MIM (e concerteza a mais certa): Eu NÃO quero mais nada disso pra mim. Eu NÃO quero mais nada de você na minha vida.
Cortar você da minha vida está sendo doloroso. Porque eu construí um tanto de você em mim....
E eu sei que de um jeito torto talvez... você também curtiu bons momentos do meu lado. Mas não foi suficiente... pra mim. E eu não quero mais insistir. Não quero. Insistir com você não é correto comigo, não é certo com você, entende? O que estou fazendo é uma renúncia. Não quero mais permanecer no lugar onde meu coração só está morrendo.
Eu sei também que você, no fundo, entendeu tudo que eu disse e o que fiz. E sabe que eu disse e fiz porque te amava. E só queria era você pra mim, comigo. E não suportava era a ideia de não ter... você. Aquela de não pertencimento. De você não querer ficar comigo. Mas agora eu estou entendendo com todos os meus limites que tentar segurar você à força na minha vida é humilhante demais e muito mais doloroso. Eu não posso restituir ou construir uma história que só existe (existiu) pra mim.  Não posso ganhar um amor, um sentimento que nunca houve e nunca me pertenceu.
E por mim decidir sair, ir embora... Estou respeitando sua vontade de não querer ficar, de não tentar. E estou respeitando (mais ainda) a minha vontade de ir embora. Eu me apaixonei pelo seu jeito (tosco, bobo talvez... mas lindo, muito lindo). Me apaixonei pela forma que você se vê, pela maneira que você olha para si e para os outros. Sem julgar, sem falar qualquer coisa que seja. E por enxergar sempre o lado bom das coisas, com a história que vivemos principalmente.
Não culpo você por NÃO gostar de mim. E muito menos a mim de me apaixonar por você. O tempo que errou em tentar nos unir? Acho que nem ele errou. Ele acertou. Só está me ensinando (mais uma vez) sobre encontros e desencontros que na vida acontece. De amar. De não amar.
Você está saindo de mim e deixando um rastro de saudade, essa tal que pretende morrer nos próximos dias...
E posso dizer que a única coisa que restou por aqui, diante dessa decisão, foi um sentimento estranho, denso e feliz de me tornar uma pessoa melhor e mais inteira. (Por mim e para mim)
Um dia de cada vez. E tudo se transforma. As coisas acontecem de uma forma que ao início podem parecer estranhas, mas tudo vai dar certo, eu sei.
E se tudo acontece assim é porque é desse jeito que tem que ser mesmo. As coisas sempre tem razão nos que são quando estão sendo... acontecendo.
Simples assim... e Amém!

"Foi então que descortinou a beleza dos dias chuvosos e lagrimosos. Eles revelam o ciclo da vida. Adubam a existência e maturam sentimentos. Aprofundam as nossas raízes para o encorajamento de novos galhos e maior quantidade de nutrientes-aprendizados, fazendo-nos resistir. Fazendo-nos (flor)escer. Flor-crescer."

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

De Identificações e Decisões...


E porque eu sempre me identifico com as palavras de Caio Fernando Abreu e porque hoje (mais ainda) é o que decidi...
*
"Eu não sei se essa é sua intenção, mas você está me fazendo perceber que eu posso ser feliz sem você. Diz gostar de mim, mas suas atitudes só me provam o contrário. Não vou esperar você decidir se me quer ou
não na sua vida. Tenho muita coisa aqui pra te oferecer, mas sabe o que é? Sou incompleta, também preciso receber. Portanto, não se assuste se um dia eu acordar com a capacidade de te olhar nos olhos, sorrir e dizer adeus."


E que assim seja...

E nas palavras da Marla termino:

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lição...

Ontem eu escrevi um texto cheio de saudade. Cheio de ausência. Era como se fosse um sussurro de um choro sufocado. E doía tudo. Me angustiava de uma maneira que não consigo explicar. Porque quando as coisas não vão bem você tende a perder um pouco a fé de tudo e de todos. Mas as horas se passaram. O dia foi embora. A noite chegou. Encontrei um amigo querido que há muito não via e conversamos sobre muitos assuntos inclusive sobre a política de nossa cidade. Até que desabafei um pouco daquela narrativa que me permiti viver com  o carinha que é muito mal-resolvido. Meu amigo não disse nada enquanto eu falava, mas me ajudou a ficar mais convencida da minha escolha dizendo a seguinte frase: 
"É, deixe mesmo. Deixe mesmo. Que você merece coisa melhor."
Pronto! Nada do que eu já não sabia ou teria ouvido de alguém próximo, mas vindo dele me ajudou. Porque algumas pessoas compreendem nossas situações mais que outras mesmo não compartilhando ou acompanhando.
Resignificou meu dia. Minha noite.
E isso tudo só me trouxe a tona um pensamento que eu já sabia.. Que algumas coisas a gente precisa viver mesmo que seja pra entender que não era nada daquilo que você queria pra você.
E eu vivi essa história, talvez sozinha, mas vivi. Gostei. Trouxe por inteiro para minha vida. Sofri. Sangrei. Chorei.  Mas estou bem feliz por ter me permitido entrar e sair dessa história como quem tentou, não deu certo, mas tentou.
E alguma hora a garota que vivenciou isso tudo vai entender, enxergar e aprender quais histórias valem realmente a pena viver para sangrar depois.
Para se poupar e se preservar! E quando viver vai viver por si mesma como sempre fez.
Amém!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E porque eu me vi no texto....

*
*
"Por que eu não gosto (mais) de você..."


"Porque vc me deu o melhor abraço noturno que alguém já me deu
e depois deixou meus braços órfãos.
Vc me fez ler um escritor que eu não estava afim para que eu entendesse a sua filosofia de vida.
Fez-me tomar uma garrafa inteira de vinho sozinha com seu atraso e me encontrou de pilequinho só pra rir um pouco dos meus desvarios.
E me fez querer que fosse sábado no domingo...
Vc tentou me convencer que estava tudo bem entre nós quando meu coração estava intranqüilo.
E parou de me ouvir em algum momento em que continuei falando, perdendo a parte mais importante da minha história.
Vc me deixou sozinha...e ainda estava ao meu lado.
Vc tirou o livro que estava no meu colo pra deitar sua cabeça
E absorveu do meu cafuné o melhor calor que havia em mim.
Visitou a minha casa, preencheu o lado esquerdo da minha cama,
E foi embora em algum momento sem se despedir, enchendo com palavras tristes aquela estrofe do meu poema incompleto.
Por que eu não gosto mais de vc?
Porque vc me fez dançar o bolero de Ravel e cantar com uma voz impecável o melhor jazz que já se ouviu mentalmente.
Porque me fez acreditar que os holofotes estavam todos voltados para mim e que vc era minha platéia, e nem me visitou no camarim quando decretou que o show havia terminado...
Porque vc arrancou de mim a inspiração que eu não tinha, me fez bolinar as palavras pra eu escrever pra vc aquelas coisas doces e as esqueceu num canto qualquer do porta-luvas do seu carro...E tinha um coração palpitando ali...
Porque vc me fez escutar a mesma música sozinha trilhões de vezes porque a melodia trazia um jeito seu pra perto.
Porque vc não tirou nenhuma foto comigo, mas tocou violão olhando nos meus olhos naquele trecho da música em que a palavra amor aparece duas vezes...
Porque vc me seduziu completa e absolutamente se fazendo deslumbrante quando não estava disponível afetivamente...
Porque vc me roubou a solidão e não me fez companhia...

(Porque eu ainda gostaria de vc? Porque quando uma pessoa vai embora, nem sempre o que se sente por ela vai junto...)

Eu quase ainda gosto de vc..."

(Texto de Marla de Queiroz e por me enxergar nele resolvi compartilhar)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mudanças....

E hoje senti necessidade de um texto...
Mas também porque senti que uma nova fase se inicia na minha vida. Mas se inicia porque permiti que entrasse e me mudasse. Mesmo deixando doer o que tem para doer. Sangrar o que tem que sangrar. Até que, apesar de tanta dor, tanta tristeza, eu seja aliviada. E me sinto num processo de mudanças. De trocas. Fiquei surpreendida por toda essa mudança repentina. Assim como criança que tem medo do escuro. Mas sei que é necessário.
E dói.... dói! Mas sei que passa!
E eu não vou poder dizer que não tentei. Não vou poder dizer que não insistir. E serei muita grata depois por ter uma cumplicidade saudável comigo própria ao me permitir matar o que há de mais lindo em mim para que alguns sentimentos morram. Ou encontrem outra direção. E eu consiga merecer, viver dias melhores.
Algumas coisas a gente precisa perder. E às vezes nem é perder, é substituir. Retirar. Censurar. Para que a vida prossiga limpa, sendo construida passo a passo com novas escolhas, novos amores, novas perspectivas... Novas e novas.... Novidades! Para que um novo caminho surga a frente mais sincero e lindo.
E eu cansei, entende? Estou cansada.. E hoje senti necessidade de chorar. Um choro extremamente cansado.  Porém de alívio. Por saber de mais uma experiência que consegue se instalar no peito, na minha vida e providenciar o amadurecimento vivo e real necessário. E isso é também aliviar a mente, é sacudir o que é de ruim para fora. Expulsar. E esperar cessar. E se preparar receber coisas novas. Renascer. Ser reconstruida.
Acho o processo mais doloroso e difícil que conheço, mas também o mais completo e necessário para crescer e amadurecer o que sentimos. O que somos. E nos levar mais próximo ainda do que pensamos em ser. E ter.
É isso, estou em reforma. É hora que o peito se cala. Abraça a dor. Porque a dor só que doer e passar. Porque sempre passa.
Estou cá... pronta para vivenciar minha nova fase, que por aqui se inicia. E dessa vez prometo novamente me entregar... para crescer lindamente.
Aprendi que o que sentimos é só nosso e de mais ninguém. E é em nós que fica. E quando depositamos toda nossa fé nesses sentimentos, mesmo que doa, uma hora encontramos o nosso destino, no que imaginamos ou não...
Mas encontramos!
Na vida não existe receita...  Não dá pra calcular o resultado das coisas. A gente aposta e confia. No fim.... mesmo que perca sempre se tem ganhado.... E o aprendizado é um e dos principais ganhos.
Diz se não?
E Amém!


"Toda reforma, é para fazer melhoras e, algumas coisas, por não poderem ser recuperadas, terão de ser substituídas."

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sedução...


*

"Como definir o meu poder de sedução?Talvez por aparentar ser uma menina meiga e doce na qual qualquer pessoa daria a mão para atravessar a rua, ou pagaria um doce na venda da esquina...Mas na verdade é uma menina devassa e cruel afim de ser despida da blusa e da calcinha sem culpa nem piedade, estuprada. Medo ? Sim, da morte. Desejos ? Sim, todos. Necessidades? Sim, quanto mais homens melhor. Cuidado comigo. Posso ser leve como uma flor e feroz como uma felina."

[De Cibelly Valenttine. Roubei porque me identifiquei...]