quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Decisão...

Alguns dias atrás, hoje em diante e pelos dias que virão...


NÃO PEÇO MAIS DESCULPAS POR SER QUEM SOU.
Isso quer dizer... Que só fica do meu lado quem quer. Ou melhor...
Ando escolhendo o que deve ficar na minha vida, do meu lado.
Chame a isso do que quiser. É preciso coragem para retirar da vida quem ocupa espaço, não acrescenta e ainda estraga! =)




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pensamentos confusos de uma noite....

Estava meio afim de sair, desisti. Meio cansada aqui depois de passar a tarde inteira em Sobral. 
Groaíras tá quente. Calor.. Muito calor. Eu sinto. Acho que me sinto meio indisposta pra tentar fazer qualquer coisa que esteja relacionado a sair em Groaíras e ver nada mais além do que as mesmas coisas que estou acostumada a ver lá fora. Desisto. Meus pensamentos se reverteram para não sair.
Tô com uma falta de vontade de fazer sei lá.... qualquer coisa... não sei o quê....
Meu telefone não toca. Eu queria que alguém me ligasse. Sei lá... Alguém que me faça entender que sou especial. Sou lembrada. O ser humano é estranho porque tem necessidade de tudo. Necessidade grande de se sentir querido, lembrado, especial. Somos carentes, tão carentes que não conseguimos viver sem sequer a atenção de alguém sobre nós.
Me deu saudade da Mimi... De sentar com ela. Conversar. Filosofar. Tomar nosso vinho. Brindar. E fazer planos. Não tenho tido conversas como as que tive com elas a muito tempo. E isso! Isso me faz muita falta.
Me deu vontade de ouvir Teatro Mágico. Me acorda lembranças. Me trás uma melodia nostálgica. Da vida. Dos sentimentos. Dos amigos. De mim.
Queria escrever um texto para alguém que fui muito indiferente essa semana. Organizar as ideias. Dizer que mudei. Que não sou mais a mesma. Que ando meio confusa (mais do que antes). E dizer que descobri (de novo) que a gente cansa. Cansa até de não ser lembrada. (Mais uma vez a carência batendo...risos...) Sei lá...
Queria conversas densas, loucas, perdidas sobre amores, reais, irreais, inventados, correspondidos ou não.
Mas não dá. Talvez não quero. Me cansou perceber essas narrativas de amores (in)correspondidos que foram construídas sobre (pelos) meus amigos. Acho que criei uma perspectiva desses sentimentos que eles tecem pelos objetos de amor deles. Fiquei pensando se o Cazuza não tinha mesmo razão... 'Será que muitos desses sentimentos que a gente inventa não é mesmo pra se distrair"?
Sei lá... deve ou não ser...
Minhas perspectiva hoje tá meio para a invenção mesmo. A carência pode ser o nome de ponte para essa invenção. A vontade de viver algo incrível deve ser tão maior que acabamos nos abrindo para a primeira história que surge a nossa frente.
É... Talvez isso explique porque criamos sentimentos lindos e romances inexistentes. Tudo só nossa cabeça. Tudo só pra se distrair. Simplesmente porque a vontade de paixão, de amor, de romance era (é) maior... (Acho que tô escrevendo esse texto é pra mim, sabe?)
Preguiça. Preguiça... de tentar entender. De falar. De questionar. De insistir.  
Não quero acreditar. Nem tentar. É... tô com preguiça. Preguiça... De mim.
Ouvindo Teatro Mágico aqui, pedindo pra acordar a coragem.
Mas não tô afim...
Tô meio confusa. Com medo. Ansiosa. Pensativa. Tô com fome. Meu cachorro dorme aqui do meu lado quase nos meus pés (coisa mais fofa). Vento soprando avisando que o calor tá indo embora. Preciso de um banho.
De um livro.
Acho que queria era vinho e uma boa companhia. Pra conversar coisa boa.
Queria caber em mim. Mas não caibo....Queria me entupir de auto-defesa, auto-suficiência...
Queria tecer uma narrativa na minha vida menos complicada. Que me trouxesse uma crença mais verdadeira. Mas é que hoje... Hoje não tô afim.
Talvez amanhã! 


"Amanhecerá! De novo, em nós? Amanhã, será?"


Preguiça de mim.... Preguiça de mim...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Diálogo...

‎_Se eu não fosse eu, eu copiaria a pessoa que seria eu!
_Se eu não fosse eu, gostaria de me conhecer.
_Ai, eu me amo. Eu seria presidente do meu fã-clube.
_Eu me quero bem, me venero, me invejo, me adoro, me amo. Tem um nome para isso?
_Auto-estima!
_Anti-depreciativo! (risos)
*
(Ah, nada disso me convence... Para mim, O AMOR MAIOR QUE EXISTE É ESSE: NÃO ABDICAR DE SI MESMO.) 


Porque para amar a quem quer que seja é necessário primeiramente amar a si mesmo!
E tenho dito!


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia das Crianças...

Falar de criança já é de se encher de uma alegria serena e bonita. Porque é benção, é dádiva e a melhor coisa que existe.
Quero desejar, meus queridos, para a criança que somos nós e para as crianças que ainda são muitos sor(risos) de açúcar e catavento de carinho espalhando amor, esperança, vida.
Sejamos a criança que não adia os momentos felizes, que quebra regras, ri alto, perdoa rápido, ama mais intensamente, que vive de sonhos e vê a realidade apenas como um susto... Sejamos crianças assim... "doce" e feliz!

Essa descabelada ai embaixo sou eu nos meus cinco aninhos de vida...
Cara de abusada, travessa, feliz.... feliz...
Foi dessa menina que está crescendo uma mulher linda, incrível e disposta a viver a vida numa totalidade enorme daquilo que é oferecido.
Menina Lua... que só quer amar, sonhar, somar, viver...

Minha infância... Ela foi responsável por eu crescer plantando gentileza para colher flores de cuidado e bem querer...

"Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande."


domingo, 9 de outubro de 2011

Do que restou...

Quis inventar um texto de partida. Quis falar sobre aquela saudade que arde aqui dentro de mim. Quis falar da vontade de correr para os braços dele e dizer (mesmo sem ele querer ouvir) que eu quero ele pra mim, aqui, perto, junto. E eu lembrei daquele texto que fiz outro dia pensando nele. E lembrei de quantos textos eu escrevi justamente inspirada por ele. Pelo beijo, o abraço, o sorriso, a voz, as conversas dele. Mas dai lembrei que muitas vezes fui inspirada mais ainda pela ausência que ele causou. Sim, quando ele insistiu em me abandonar sempre que eu achava que já podia tê-lo por perto. Do desprezo e da indiferença que recebi quando a única coisa que eu queria era segurar um pouco mais a mão e sentir a presença dele por mais tempo. Cuidar e ser cuidada.
Daí me pergunto como tanta frieza pode me inspirar? Por que apesar de toda essa indiferença eu ainda sigo falando tão bem e tecendo uma saudade linda dele por aqui?
Acho que histórias de amor não dá pra se calcular um devido valor. E a gente apenas quer viver, quer ter... de um jeito ou de outro. Só que de alguma forma no meio de desejo a gente se perde... e não acontece. E perder a melhor parte do que poderia ter sido machuca, sabia? Sim! Sei lá, lembrar do que poderia ter sido.Do que poderia ter sido dos dois dói. Histórias impossíveis, dessas que por mais que a gente queira que aconteça e não acontece, só trás pra gente uma vontade de insistir, de correr atrás.
Mas  é que eu só queria dizer que... chega uma hora que cansa. Percebe que nem é insistência, é desespero.
E eu cansei. E apesar de toda essa saudade, de todo meu pensamento do que poderia ter sido nós dois, de de lembrar dos poucos momentos que vivemos.E sei lá.... acho que é justamente por esse sentimento todo que construir por você que tomei uma decisão POR MIM (e concerteza a mais certa): Eu NÃO quero mais nada disso pra mim. Eu NÃO quero mais nada de você na minha vida.
Cortar você da minha vida está sendo doloroso. Porque eu construí um tanto de você em mim....
E eu sei que de um jeito torto talvez... você também curtiu bons momentos do meu lado. Mas não foi suficiente... pra mim. E eu não quero mais insistir. Não quero. Insistir com você não é correto comigo, não é certo com você, entende? O que estou fazendo é uma renúncia. Não quero mais permanecer no lugar onde meu coração só está morrendo.
Eu sei também que você, no fundo, entendeu tudo que eu disse e o que fiz. E sabe que eu disse e fiz porque te amava. E só queria era você pra mim, comigo. E não suportava era a ideia de não ter... você. Aquela de não pertencimento. De você não querer ficar comigo. Mas agora eu estou entendendo com todos os meus limites que tentar segurar você à força na minha vida é humilhante demais e muito mais doloroso. Eu não posso restituir ou construir uma história que só existe (existiu) pra mim.  Não posso ganhar um amor, um sentimento que nunca houve e nunca me pertenceu.
E por mim decidir sair, ir embora... Estou respeitando sua vontade de não querer ficar, de não tentar. E estou respeitando (mais ainda) a minha vontade de ir embora. Eu me apaixonei pelo seu jeito (tosco, bobo talvez... mas lindo, muito lindo). Me apaixonei pela forma que você se vê, pela maneira que você olha para si e para os outros. Sem julgar, sem falar qualquer coisa que seja. E por enxergar sempre o lado bom das coisas, com a história que vivemos principalmente.
Não culpo você por NÃO gostar de mim. E muito menos a mim de me apaixonar por você. O tempo que errou em tentar nos unir? Acho que nem ele errou. Ele acertou. Só está me ensinando (mais uma vez) sobre encontros e desencontros que na vida acontece. De amar. De não amar.
Você está saindo de mim e deixando um rastro de saudade, essa tal que pretende morrer nos próximos dias...
E posso dizer que a única coisa que restou por aqui, diante dessa decisão, foi um sentimento estranho, denso e feliz de me tornar uma pessoa melhor e mais inteira. (Por mim e para mim)
Um dia de cada vez. E tudo se transforma. As coisas acontecem de uma forma que ao início podem parecer estranhas, mas tudo vai dar certo, eu sei.
E se tudo acontece assim é porque é desse jeito que tem que ser mesmo. As coisas sempre tem razão nos que são quando estão sendo... acontecendo.
Simples assim... e Amém!

"Foi então que descortinou a beleza dos dias chuvosos e lagrimosos. Eles revelam o ciclo da vida. Adubam a existência e maturam sentimentos. Aprofundam as nossas raízes para o encorajamento de novos galhos e maior quantidade de nutrientes-aprendizados, fazendo-nos resistir. Fazendo-nos (flor)escer. Flor-crescer."

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

De Identificações e Decisões...


E porque eu sempre me identifico com as palavras de Caio Fernando Abreu e porque hoje (mais ainda) é o que decidi...
*
"Eu não sei se essa é sua intenção, mas você está me fazendo perceber que eu posso ser feliz sem você. Diz gostar de mim, mas suas atitudes só me provam o contrário. Não vou esperar você decidir se me quer ou
não na sua vida. Tenho muita coisa aqui pra te oferecer, mas sabe o que é? Sou incompleta, também preciso receber. Portanto, não se assuste se um dia eu acordar com a capacidade de te olhar nos olhos, sorrir e dizer adeus."


E que assim seja...

E nas palavras da Marla termino:

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lição...

Ontem eu escrevi um texto cheio de saudade. Cheio de ausência. Era como se fosse um sussurro de um choro sufocado. E doía tudo. Me angustiava de uma maneira que não consigo explicar. Porque quando as coisas não vão bem você tende a perder um pouco a fé de tudo e de todos. Mas as horas se passaram. O dia foi embora. A noite chegou. Encontrei um amigo querido que há muito não via e conversamos sobre muitos assuntos inclusive sobre a política de nossa cidade. Até que desabafei um pouco daquela narrativa que me permiti viver com  o carinha que é muito mal-resolvido. Meu amigo não disse nada enquanto eu falava, mas me ajudou a ficar mais convencida da minha escolha dizendo a seguinte frase: 
"É, deixe mesmo. Deixe mesmo. Que você merece coisa melhor."
Pronto! Nada do que eu já não sabia ou teria ouvido de alguém próximo, mas vindo dele me ajudou. Porque algumas pessoas compreendem nossas situações mais que outras mesmo não compartilhando ou acompanhando.
Resignificou meu dia. Minha noite.
E isso tudo só me trouxe a tona um pensamento que eu já sabia.. Que algumas coisas a gente precisa viver mesmo que seja pra entender que não era nada daquilo que você queria pra você.
E eu vivi essa história, talvez sozinha, mas vivi. Gostei. Trouxe por inteiro para minha vida. Sofri. Sangrei. Chorei.  Mas estou bem feliz por ter me permitido entrar e sair dessa história como quem tentou, não deu certo, mas tentou.
E alguma hora a garota que vivenciou isso tudo vai entender, enxergar e aprender quais histórias valem realmente a pena viver para sangrar depois.
Para se poupar e se preservar! E quando viver vai viver por si mesma como sempre fez.
Amém!